Só tem um defeito. A marca aparece no final. O verdadeiro viral é aquele que associamos a uma marca sem grandes referências nem grandes logos. Penso que ganhariam mais se tivessem cortado o filme mesmo antes do logo. Assim perderam a força da dúvida. Sim, a dúvida, aquilo que nos faz enviar aos amigos a perguntar se acham que aquilo é possível. Muito bom nonetheless.
Há anúncios que têm muito pouco a dizer, outros muito pouco que se lhe diga. Este não é concerteza um deles. Este é daqueles que possui uma mensagem tão forte que ultrapassa o produto anunciado. É impossível não lhe dar atenção.
Agência: Walker
Director Criativo: Pius Walker
Actriz: Anna Massey
Evoluímos em tudo. Talvez não tanto como gostaríamos mas há sempre na sociedade uma vontade inata de evoluir. Todos queremos melhores produtos, melhores condições de trabalho, melhores pessoas à nossa volta e melhores condições de vida. Alguém me explique porque raio as apresentações hão-de ser excepção. Por muito que se escreva sobre o assunto, a maior parte continua a ser sofrível.
No que respeita a apresentações, seja de um novo produto, de uma campanha de comunicação ou mesmo de um pequeno projecto, temos hoje hábitos antigos profundamente enraizados. Ainda há quem insista em carregar slides de toneladas de caracteres, apenas porque não se deram ao trabalho de estudar e preparar a apresentação como deviam. E isto acontece em todo o lado, desde o aluno que aprendeu a fazer isto ontem como o CEO de uma start-up que procura investidores. Assim, reduz-se qualquer apresentação a mera cábula do apresentador. Surpreende-me o número de pessoas que ainda cometem este erro.
Depois temos o grupo de pessoas que se esforça para reduzir esse texto a simples tópicos. Esses já se encontram no bom caminho. Mas há mais estrada para percorrer. Ainda há dias o Seth Godin falava novamente no seu blog sobre este problema. Aconselho a leitura do post que inclui algumas regras definidas pelo próprio há uns anos atrás, embora não concorde com todas elas. Efeitos de entrada, transições e outras coisas que tais podem contribuir para uma melhor explicação do tema (excepto se forem feitas em pc, aí podem confundir mais ainda).
Bom, mas tudo isto para dizer que uma apresentação deve ter o centro da atenção dividido entre o apresentador e o suporte digital. Aquilo que precisamos do apresentador é, no fundo, da voz. Um discurso cuidado e preparado faz toda a diferença. A apresentação em si, quer seja em Powerpoint ou em Keynote, deve apresentar elementos que suportem o que estamos a ouvir e não deve nunca reproduzir o mesmo que está a ser dito.
Vou deixar-vos um vídeo que encontrei no Presentation Zen, que é relevante por dois motivos. Primeiro tem uma apresentação muito bem pensada e que pode dar algumas dicas sobre o que temos de mudar nas nossas. E segundo porque aborda o tema da confiança, algo que hoje em dia é essencial para a relação marca-consumidor (ainda que aqui seja aplicada à computação). Mesmo que o tema da apresentação deixe de vos interessar a meio, vejam até ao fim e prestem atenção apenas à apresentação em si. Vale a pena.