Aqui têm um porque-é-que-eu-não-me-lembrei-disto-antes.
Não me parece muito complicado de conseguir.
Não me parece que ponha em causa a segurança de quem quer que seja.
Não me parece que alguém esqueça uma imagem destas. Se associam essa imagem à marca é outra conversa.
Eu gosto.
Aquele pseudo-viral feito para a TV era para isto?
Continuo à espera que alguém me explique aquele “teaser”. Confesso que sozinho não chego lá. Agora que conhecemos estes dois anúncios só posso chegar a uma conclusão:
A TMN anda às aranhas.
Não será “arriscado” comunicar assim uma marca que alberga 5 milhões de clientes? Ou serão menos? Talvez sejam. Se não são, talvez venham a ser se continuarem com esta comunicação caótica.
Para onde caminha a TMN?
Será que a comunicação da TMN vai passar a “inspirar-se” em todos os Rui Pedros e Pimp My Ride’s que por aí andam? Será isso o que os consumidores esperam da TMN?
Lembro-me de ouvir dizer da boca de um gestor da marca TMN que antes de mudarem de imagem perguntaram aos trabalhadores se sabiam onde tinha tido mais impacto a mudança da Telecel para Vodafone. Ninguém soube responder que tinha sido na própria TMN. Durante meses andaram todos inseguros, ansiosos e receosos. Alguns temiam a própria sombra. Foi então que mudaram de imagem para fazer frente ao papão multinacional Vodafone.
Agora parece que andam perdidos outra vez. Estará na altura de uma nova imagem? Ou desta vez basta simplesmente traçar uma estratégia de comunicação com pés e cabeça?
Já falei aqui váriasvezes da campanha dos portáteis HP.
A famosa estilista Vera Wang juntou-se à já enorme lista de nomes que deram a conhecer ao mundo o conteúdo do seu portátil. Vejam todos aqui.
Agora já sei porque fico com os pés dormentes.
Um trabalho fantástico da BBDO de Nova Iorque para as Havaianas, a começar no conceito e a acabar na execução.
Vejam o vídeo com a qualidade que ele merece aqui.
Ok. Não percebo. Esta da TBWA\ não percebo. Alguém me ajuda?
Vamos por partes.
Lembram-se do segredo Vodafone?
Marcas concorrentes. (Vodafone / TMN)
Agências diferentes. (Brandia / TBWA\)
Começo de história igual. (Invasão de propriedade alheia)
Locais iguais (Sede das marca).
Resultado?
E para que são tantas mudanças de planos no vídeo? E a edição milimetricamente cuidada? (Reparem no carro de polícia que passa e que no plano seguinte está a desaparecer da imagem) E antes de invadirem o edifício, já estava uma câmara bem lá no topo para não perder pitada. Parece que estão a produzir um anúncio de TV.
Ah! Só se estão mesmo. Então para que serve o ar viral? As câmaras nervosamente a tentar acompanhar a acção, a fraca qualidade do vídeo, os festejos no final… Se é para a tv, perde logo toda a dúvida que pudesse existir quanto à veracidade do ocorrido, logo, viral é o tanas!
Bom, então é um anúncio tv. Teaser que de teasing tem muito pouco (mas tem). E agora? Vem aí outra entrada forçada? Talvez no departamento de marketing, ou na própria TBWA\, e roubam os planos da campanha autêntica para a mostrar @ blogger!
Vale a pena comparar com o segredo Vodafone? Talvez. Ambos têm uma história fraca. Ambos surgiram num momento de inspiração no vencedor do Grand Prix Cyber em Cannes (link) e ambos mostram fraquezas da própria marca. Vocês querem ter as vossas sms’s, mms’s, chamadas e e-mails a passar por uma marca que nem sequer a própria sede sabe manter segura? Eu não. Por agora resta-me a Optimus.
Faz-me uma tremenda confusão, nos dias que correm, fazer-se tamanha trapalhada numa matéria que até já tem alguns vícios diagnosticados e onde é tremendamente fácil evitar os erros cometidos anteriormente por outras marcas. (ver campanhas virais)
Até a gigante Microsoft faz bodega. Lembram-se da chuva de software?
Está na altura de alguém se dedicar mais à “arte” do viral cá em Portugal.
Aconselho vivamente a leitura dos 7 pecados mortais da publicidade viral antes de se porem a fazer um viral (isto é que é serviço público). Mas qualquer googlada sobre o assunto seria suficiente para evitar alguns dos erros que se vêem por aí.
Não é oficial mas bem que podia levar o selo da Converse. Aqui está um viral como eu gosto. Sem grandes logótipos no fim nem mensagens publicitárias bandeirosas.
Gostava de ver o making of deste anúncio. Terá sido muito trabalho da equipa dos néon masters ou da equipa de cgi?
Eu vou mais pela segunda hipótese. Até o COG da Honda que eu sempre pensei ter sido filmado num só take foi, como descobri recentemente, filmado em 2 takes! Segundo eles, ficaria demasiado caro filmar num só.
Mostrar a quantidade é diferente de dizer qual a quantidade de CO emitida para a atmosfera num dia normal de circulação automóvel.
A Ogilvy de Pequim acertou em cheio. Graças a esta acção, teve cobertura extensiva dos media locais e até mereceu tempo de antena nalguns internacionais, como a Deutsche Welle Broadcasting na Alemanha e da Al Jazeera no Médio Oriente.
Copy:
Se deixar de conduzir por um dia, esta é a quantidade de monóxido de carbono a menos no ar que respiramos.
Drive one day less and look how much carbon monoxide you”ll keep out of the air we breathe.
Pois… Das duas uma: ou leram o post que fiz hoje de manhã e em meia dúzia de horas puseram de pé um festival de ghosts ou então eu devia era ter ficado caladinho porque afinal sou eu que não conheço assim tão bem o mercado como pensava. Enquanto eu andava para aqui a pensar na Portfolio Night World Tour, alguém andava a magicar algo parecido. Não é bem o mesmo mas pelo menos dá uma oportunidade de mostrar trabalho. Talvez para o ano tenhamos um “Noite do Portfólio“.
Sabemos que em Portugal as oportunidades de entrada no mercado publicitário escasseiam e é cada vez mais difícil demonstrar o trabalho e o valor individual aos directores criativos. Foi a pensar nisso que os nossos companheiros da publogosfera portuguesa d’O Nosso Portfólio se puseram a mexer e conseguiram organizar um festival como não se havia visto por cá, o Fantasfólio 2007.
O júri do Fantasfólio 2007 é composto por:
Jorge Coelho – Director criativo da Ogilvy
Sérgio Santos – Planner da Lowe
Lourenço Thomaz – Director criativo da Partners
Nuno Cardoso – Director criativo da BBDO
Marcelo Lourenço – Director criativo da FUEL
Eduardo Homem – Director criativo da Caixa Alta
Tiago Cruz – Copywriter da JWT
João Coutinho – Director criativo da Lowe
Tico Moraes – Director criativo da Y&R Red Cell
Tiago Rebelo – Director criativo da EuroRSCG
José Campos – Director criativo da Strat
Assim, os interessados têm até 3 de Maio para enviar os anúncios de imprensa para o concurso, em formato JPEG, para o email portugalfolio@gmail.com, acompanhados da seguinte informação:
Título da peça
Nomes dos criativos (máximo dois)
Endereços de e-mail válidos
Idade (máximo 30 anos)
Profissão
Empresa (em caso de estarem empregados)
O briefing é, em todos os aspectos, livre. Cada um faz o que quer, como quer. Aqui têm a oportunidade que ansiavam de mostrar, a quem interessa, o vosso trabalho.