Quem mais senão o confesso fanfanáticoNuno Markl para escrever a adaptação à língua de Camões dos históricos skecthes do histórico Flying Circus dos ainda mais históricos Monty Python?
Deve valer a pena nem que seja para ver como ele se desemaranhou de expressões idiomáticas como “pining for the fjords” ou “pushing up the daisies” e outras que tais.
O elenco também deve ajudar. José Pedro Gomes, António Feio, Miguel Guilherme, Bruno Nogueira e o Jorge Mourato têm nos ombros a responsabilidade de levar a palco estas pérolas da comédia.
Agora é só esperar pela estreia a 19 de Setembro no Teatro Villaret, em Lisboa.
Talvez seja um dos melhores anúncios para a Cruz Vermelha. Ao recorrer à animação com este tipo de desenhos atabalhoados evitam a personalização em demasia desta questão e transmitem a mensagem com bom gosto e com algum humor à mistura.
Gosto do tom “Roadrunner vs Wile E. Coyote” em que decorre toda a acção e gosto também do pormenor do olhar que os socorristas lançam à Morte mostrando a coragem que têm ao enfrentá-la. O pormenor do sorriso, que a Morte tem nos inícios e que passam para os socorristas nos finais, está também bem pensado.
Créditos:
Agência: Saatchi & Saatchi, Mexico
Director: Javier Gutiérrez
Executive Producer: Susana Jacques
Animation: Rodrigo Arreche
Animation: Miguel Gonzalez
Art: Anette Muñoz
Producer: Valeska Viveros
Enquanto não deito as mãos aos anúncios da PT que estão espalhados pelas ruas a promover as noites grátis PT, deixo-vos aqui uma versão longa dos anúncios que passam na TV. Este tem 5 minutos e 7segundos.
(warning: it’s 5 min long)
Gostava que reparassem nos mupis desta campanha. Anúncios simples, grafismo coerente com toda a campanha, e o copy é copy-paste dos guiões dos anúncios TV. É sabido que a língua portuguesa (tal como todas) tem diferentes formas de discurso, consoante ela seja dita ou escrita. Além de não funcionar tão bem, e sendo claramente o objectivo aqui estabelecer a relação com a campanha de TV, até escapava se o copy não tivesse um erro de acentuação. O problema também se verifica na versão imprensa:
Na minha terra, que acredito ter o mesmo indicativo internacional que o da Partners e o da PT, o acento na expressão epah vem no A e não no E.
Portanto, epá é diferente de épa.
De facto é um preciosismo mas, não me parece que uma marca como a PT se possa dar ao luxo de ter estas incoerências na sua comunicação.
(Aviso: o restante conteúdo deste post é pura especulação do autor.)
Por último, gostava de descodificar a mensagem escondida que a PT quis passar com esta campanha. Todos sabem que a PT sempre teve uma postura monopolista até há poucos meses atrás. Foi com o anúncio da OPA por parte da Sonae que a PT acordou do marasmo e se empenhou em planear promoções que caíssem bem aos consumidores. Assim torna-se mais fácil perceber o que querem dizer com “Agora é outra conversa” porque antes estavam ocupados a encher os bolsos o mais que podiam…